Para se desempenhar o papel de educador (professor) é necessária uma rigorosa formação e preparo do profissional. Como formação se entende a instrumentalização técnica ou teórica, através das matérias curriculares do curso médio ou superior concluído pelo mesmo, direccionadas para o ramo específico de ensino escolhido. Tal formação deve continuar mesmo após a conclusão do curso, através de especialização ou extensão, que irão actualizar o conhecimento adquirido, adaptando-o às tendências mais modernas. Como preparação, além do ferra mental técnico já citado, entende-se também o preparo psicológico.
Emocional e a vivência social necessários para lidar com os educandos pois, além de transmitir conhecimento, o educador deve também despertar comportamentos. Tal preparação só se desenvolve na prática, através do exercício, da análise do processo de ensinar aprender. Tomando-se como exemplo o uso da linguagem oral e escrita pelo educador podemos dizer que, além de utilizá-la correctamente é preciso que, juntamente com os conhecimentos técnicos e ofícios ensinados, possibilite ao aluno também se utilizar dela no seu quotidiano de forma eficaz, se aproveitando de todas as vantagens potenciais deste uso. Isso porque, a despeito do que os conhecimentos teóricos adquiridos possam representar em termos de importância no meio profissional e educacional, o domínio da palavra representará muito mais em termos de importância para a prática da cidadania. A inteligência prática é necessária para utilizar as ideias e sua análise de maneira eficiente no dia-a-dia profissional de ensino precisa, ainda, manter-se atento às armadilhas que pode encontrar no exercício da sua função e compreender que mesmo o vocábulo educador, que teoricamente traz no corpo da sua definição todos os elementos necessários para definir o profissional da educação englobando em seu contexto o professor, o monitor, o instrutor, o tutor e o mestre dentre outros -, pode se tornar incompleto. Isto porque, por estar estritamente ligado ao conceito que se tem do processo ensino aprendizagem, basta que o profissional tenha uma visão restrita do processo para, na prática, restringir o próprio significado da palavra educador. Tal fato é o que frequentemente ocorre no quotidiano das nossas instituições de ensino e que necessita urgentemente ser mudado. Por tudo isso, conclui-se a necessidade do educador manter constantemente a coerência entre teoria e prática, tanto durante o seu aprendizado (preparo), quanto na sua relação com o educando, seja em sala de aula ou fora dela.Por isso é importante aliar a prática à teoria para se poder obter um óptimo desempenho não só a nível profissional mas também pessoal para o bom desenvolvimento das capacidades individuais de cada um.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Processos Metodos Cientificos
A formação é um acto contínuo que dura toda uma vida. A evolução profissional a que nos propomos, mesclada das oportunidades com que nos deparamos e que consequentemente aproveitamos, ou não, conduz-nos a caminhos que, na maioria, tendem a divergir da nossa formação de base. É exactamente nestas situações que almejamos relembrar conceitos ou abarcar conhecimentos de áreas específicas não abrangidas pela nossa formação de base. Num país que se quer empreendedor, qualquer projecto deve ser responsavelmente pensado, planeado, gerido e avaliado. No entanto, essa energia realizadora frequentemente é desperdiçada pela falta de conhecimento da teoria, seja no status empreendedor, no estabelecimento de uma política de recursos humanos, na administração financeira, no sistema de vendas e distribuição, no marketing ou na comunicação com fornecedores e clientes. O conhecimento da teoria e de suas aplicações auxilia tremendamente as decisões do dia-a-dia. Reduz a taxa de erros, enquanto eleva a de acertos. Dessa maneira, encontramos uma chave para o problema. Inovar é necessário, sim, sempre. Mas a inovação inteligente depende de uma consulta aos casos de sucesso e aos saberes cientificamente organizados, isto é, à teoria. A inovação pode constituir-se, por vezes, no simples aprimoramento de algo já existente. Os produtos da revolução digital são exemplo inequívoco dessa tendência. Mágica ou magia? A ciência da administração não tem mais do que cem anos. Ainda que jovem, é abrangente o bastante para apontar os caminhos e práticas que garantem operatividade e longevidade às empresas. Estudar suas ferramentas teóricas permite ao gestor prever problemas, detectar oportunidades, inovar, andar mais rápido e crescer. Assim, conhecer os erros e acertos do passado, de grandes e pequenas companhias, de empresários fracassados ou vitoriosos, é fundamental para quem precisa decidir com segurança. O processo permanente de aprendizado nas companhias exige atenção aos ventos da transformação, diálogo e pensar compartilhado, ou seja, a reflexão sobre a teoria demanda a iniciativa e o entusiasmo de gestores e também de seus grupos de trabalho. De modo cooperativo, as mentes podem converter a teoria em ferramenta sempre actualizada, moldável à solução de problemas ou ao aproveitamento de oportunidades. O compromisso de da Gestão será mostrar que a teoria, na prática, funciona, desde que você a conheça e saiba utilizá-la como guia para a acção transformadora.
terça-feira, 24 de março de 2009
Cafoné
Acto de coçar (afagar) suavemente a cabeça de alguém, carícia que se faz a alguém coçando-lhe a cabeça.Palavra que designa tão bem a minha infância, carinhos dados entre irmãos beijinhos entre narizes, sim sem sombra de dúvida tem um significado bastante importante para mim, inclusive é uma palavra que ainda hoje utilizo mesmo com o meu filho e esse tipo de carinho que fazemos. Numa só palavra é algo que esteve, está, e estará presente na minha vida. Enfim tenho um grande carinho por essa palavra na sua verdadeira concepção.
terça-feira, 17 de março de 2009
Reflexão - Sobre Filme cidade de Deus
A reflexão que faço é que por vezes a pobreza e crime estão realmente interligados. Contudo há a opção de escolha mesmo se em algum momento da vida seguirmos por um caminho errado, tal como retrata a vida de Buscapé.
Este inicialmente até queria ser fotógrafo mas quis o destino que antes passasse pela vida criminosa, porém tanto lutou contra aquilo que não ia ao encontro da sua forma de estar perante a vida que conseguiu realizar-se e integrar-se na sociedade como uma pessoa honesta.
Já Dadinho demonstrou uma agressividade bastante gratuita desde muito novo e quando uma pessoa é desta forma desde tenra idade é muito difícil conseguir modificá-la. São dois casos com contornos comuns mas que no fim seguiram destinos diferentes.
Este inicialmente até queria ser fotógrafo mas quis o destino que antes passasse pela vida criminosa, porém tanto lutou contra aquilo que não ia ao encontro da sua forma de estar perante a vida que conseguiu realizar-se e integrar-se na sociedade como uma pessoa honesta.
Já Dadinho demonstrou uma agressividade bastante gratuita desde muito novo e quando uma pessoa é desta forma desde tenra idade é muito difícil conseguir modificá-la. São dois casos com contornos comuns mas que no fim seguiram destinos diferentes.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Processos e Métodos Científicos
1. Gosta de viver no Cacém?
R – 3 – Responderam sim e 3 Não
2. Conhece bem a cidade em que vive?
R – Todos responderam que sim
3. O que faz mais falta no Cacém?
R – Todos responderam espaços Verdes (Jardins)
A população do Cacém encontra-se dividida entre a vontade de mudar de cidade ou permanecer no Cacém. Entre os jovens acentua-se a percentagem da resposta sim em contraste com a população mais idosa.
A maioria dos cidadãos do Cacém admite conhecer bem a sua cidade.
Os naturais do Cacém consideram que os maiores problemas da cidade estão relacionados com o urbanismo e as áreas de lazer, sendo que a inexistência destes é mais apontada pelos jovens.
Os aspectos negativos do Cacém são essencialmente urbanísticos, sociais e ambientais. A percentagem de outros problemas é bastante elevada porque existia uma grande diversidade de respostas que não se encaixavam nos outros grupos.
Este inquérito requereu bastante trabalho mas permitiu-nos tirar muitas conclusões acerca do que pensam os cacemrenses sobre a sua cidade.
Esta entrevista fez-se a uma faixa etária dos 25 aos 60 anos.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
ALEXANDRE O'NEILL

QUANDO TUDO ACONTECEU...
1924: Filho de um bancário e de uma dona de casa, nasce em Lisboa Alexandre Manuel Vahia de Castro O’Neill de Bulhões. - 1944: Termina o 1.º ano da Escola Náutica de Lisboa mas, por causa da sua miopia, é-lhe recusada a cédula marítima para exercer pilotagem. Alexandre não continua os estudos. - 1945: Final da II Guerra Mundial. - 1946: Em consequência de um conflito familiar, O’Neill abandona a casa dos pais e passa a viver na casa do tio materno. - 1948: É um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa; colabora na Ampola Miraculosa, livro de colagens surrealistas. - 1949: Em Lisboa, apaixona-se pela surrealista francesa Nora Mitrani. - 1950: Grande polémica e O’Neill rompe com o Movimento Surrealista. - 1951: Publica a colectânea Tempo de Fantasmas. - 1953: Morte de Estaline. Durante 40 dias O’Neill fica preso pela PIDE. - 1956: XX Congresso do PCUS, Kruchtchev denuncia os crimes de Estaline. - 1957: Alexandre casa com Noémia Delgado. - 1958: Publica No Reino da Dinamarca. - 1959: Nascimento de Alexandre Delgado O'Neill, primeiro filho do poeta.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
A LENDA DE PANDORA
A lenda de Pandora Prometeu criou o homem,dando-lhe forma e inteligência. A única coisa que diferenciava o homem dos deuses era que eles não possuiam o fogo e por isso Zeus o escondeu. Mas Prometeu quebra um pequeno galho seco de uma árvore, voa rapidamente até o céu e o acende no calor o Carro do Sol. Agora que os homens conhecem o segredo do precioso elemento, pouco os difere dos deuses. Os deuses estão em pânico. Discutem como tornar os homens novamente submissos e humildes. Zeus inventa a forma mais rápida de destruir o paraíso dos homens: a mulher. Chama Hefestos, o habilidoso deus artesão, e pede-lhe que confeccione uma imagem feminina em bronze. Ela devia assemelhar-se ao homem, mas em alguma coisa diferir dele, de tal forma que o encantasse e comovesse, atrasando-lhe o trabalho e transtornando-lhe a alma. E cada deus oferece alguma coisa àquela criatura, que já nasce para colocar em desconserto a vida dos mortais. Atena entrega à mulher um lindo vestido bordado, que lhe cobre as harmoniosas formas. Depois coloca-lhe um véu sobre o rosto sereno e enfeita-lhe a delicada cabeça com uma guirlanda de flores coloridas. Quando a virgem está inteiramente vestida, Afrodite oferece-lhe a beleza infinita e os encantos que seriam fatais aos indefesos homens. Hermes presenteia-lhe com a língua. Apolo confere-lhe suavíssima voz. Enfim a bela Pandora está pronta para cumprir sua missão. Mas antes de enviá-la em sua caminhada, Zeus entrega-lhe uma caixa coberta com uma tampa. Nela estão contidas as misérias destinadas a assolar os mortais: reumatismo, gota, dores para enfraquecer o corpo humano. Quando Pandora chega ao mundo, encontra Epimeteu, irmão de Prometeu. Tão logo a vê, ele se encanta, e comovido recebe de suas finas mãos a precisosa caixa que ela lhe oferta. É um presente de Zeus, declara Pandora. E nem por um instante Epimeteu suspeita de que todo o sofrimento humano dali emergiria. Ainda desorientado pelo deslumbramento que lhe causa a bela figura, esquece o juramento feito a seu irmão Prometeu de nunca aceitar um presente de Zeus. Agradecido abre a tampa da caixa fatal. Imediatamente, saltam de dentro dela todas as desgraças do mundo. Entretanto no fundo do recipiente maldito permanesse um tesouro. Um sentimento precioso, que poderia estragar toda a vingança dos deuses e destruir-lhes definitivamente qualquer praga: a esperança. Zeus não quer que os homens esperem mais nada. A um só gesto do deus, Pandora fecha a caixa, deixando a esperança calada no fundo, escondida para sempre. E o homem perde seu paraíso.
EU SOU O JORGE

Sou Alto mas não gigante
Sou Forte mas não sou rijo
Sigo a vida para diante
Mas sempre com um sorriso
Sou uma pessoa vulgar
Com cabeça tronco e membros
Não sou cabeça no ar
Tenho a sente nos ombros
E os meus olhos castanhos
Que brilham a todo o momento
São com duas estrelas
Que pairam no firmamento
Ao falar do meu cabelo
Sem vergonha nele eu falo
Era loiro e aos caracóis
E hoje é castanho e ralo
E É Assim o Jorge Paulo
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Racismo e Discriminação Social
Situações da sua vida em que sentiu Racismo e Discriminação
Resposta – Sim, quando tinha 10 a 12 anos, porque eu era gordo e ninguém gostava brincar comigo principalmente a jogar à bola.
De que modo este ti de situações pode limitar / condicionar a saberes adquiridos ao longo da vida
Resposta – Uma discriminação muitas vezes é terrível não sei se teve efeito, mas uma coisa é certa eu detesto futebol. (no recreio ficava triste durante os 30 minutos ia depois para a aula sem vontade de aprender, tenho a certeza que nessa altura a minha aprendizagem não foi tão boa, provavelmente teve um certo efeito ao meu reprovado ano
Resposta – Sim, quando tinha 10 a 12 anos, porque eu era gordo e ninguém gostava brincar comigo principalmente a jogar à bola.
De que modo este ti de situações pode limitar / condicionar a saberes adquiridos ao longo da vida
Resposta – Uma discriminação muitas vezes é terrível não sei se teve efeito, mas uma coisa é certa eu detesto futebol. (no recreio ficava triste durante os 30 minutos ia depois para a aula sem vontade de aprender, tenho a certeza que nessa altura a minha aprendizagem não foi tão boa, provavelmente teve um certo efeito ao meu reprovado ano
Textos Autobiográficos
A – Em que pessoa se vai expressar a voz narrativa?
Resp. Vai se expressar na 1º pessoa do singular
B – Que parte do texto mais se assemelha a um curriculum vitae? E a enxerto autobiográfico?
Resp. Estudei no Colégio Sagrado Coração de Maria, no Porto, e quando tinha 17 anos inscrevi me na Faculdade de Letras de Lisboa, em Filologia Clássica, curso que aliás não terminei. Antes 25 Abril de 1974 fiz parte de diversas organizações de resistência, tendo sido um dos fundadores da Comissão Nacional de Socorros aos Presos Políticos.
Depois de 25 Abril de 1974 fui deputadas à Assembleia Constituinte (1974 – 1976) e detesto escrever Currículos …
B - (1) - comecei a inventar a historia para crianças quando os meus filhos tiveram sarampo. Era no Inverno e o médico tinha dito que eles deviam ficar na cama, bem cobertos, bem agasalhados. Para isso era preciso entretê-los o dia inteiro. Primeiro, contei todas as histórias que sabia. Depois, mandei comprar alguns livros que tentei ler em voz alta. Mas não suportei a pieguice da linguagem nem a sentimentalidade da” mensagem” ; uma criança é uma criança, não é um pateta. Atirei os livros e resolvi inventar. Procurei a memória daquilo que tinha fascinado a minha própria infância. Lembrei-me de que quando eu tinha 5 ou 6 anos e vivia numa casa branca na duna - a minha mãe me tinha contado que nos rochedos daquela praia morava uma menina muito pequenina. Como nesse tempo, para mim, a felicidade máxima era tomar banho entre os rochedos, essa menina marinha tornou-se o centro das minhas imaginações. E a partir desse antigo mundo real e imaginário, comecei a contar a que mais tarde chamei Menina do Mar.
Os meus filhos ajudavam. Perguntavam:
De que cor era o vestido da menina?
O que é que fazia o Peixe?
Alias, nas minhas histórias para crianças quase tudo é escrito a partir dos lugares da minha infância.
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